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Arquivo de junho, 2010

O estatuto implícito da gafiera

10, junho, 2010

Olá pessoal,

O post abaixo, disponível originalmente em http://papodehomem.com.br/o-estatuto-implicito-da-gafiera-11-licoes/ e acessado em 07/06/2010, refere-se à postura das pessoas na dança. Postura de comportamento, antes da corporal.

Além dos pontos indicados pela autora, é interessante também os casais atentarem-se, no salão, ao giro no sentido anti-horário para os ritmos fluídos como o samba de gafieira, bolero, tango, entre outros. E mais importante ainda (entenda-se o essencial) é o respeito ao corpo e sentimentos do(a) parceiro(a), primeiramente, e depois o respeito ao espaço e liberdade dos outros casais.

“1. (Verdadeiros) amantes da dança de salão frequentam o baile com um objetivo primordial: experienciar uma boa dança.

2. Tratam-se por dama e cavalheiro. Cavalheirismo é mister neste contexto. O cavalheiro deve convidar a dama para dançar estendendo-lhe a mão. Esta deve aceitar a dança segurando-a e dirigindo-se até o local escolhido no salão.

3. Aceita-se a dança não pela beleza ou porte atlético do cavalheiro, e sim por educação ou por sua habilidade na dança. A dama pode recusar a dança desde que seja simpática e não constranja o cavalheiro.

4. A dama deve ser conduzida. Deve se deixar conduzir. Aceitar a mão firme em sua cintura, em sua mão. Não acelerar. Não retardar o passo. O cavalheiro pensa no passo a ser feito e em como conduzi-la para isso. Se entender o que o corpo dele quis dizer, ela o segue. Se a dança é bonita de se ver, fluida, há entrega da dama e firmeza do cavalheiro.

5. Nenhuma palavra é trocada. “Gire para lá” ou “agora eu vou te jogar”. Isso é proibido e desnecessário. A condução é no corpo. Entendimento de pernas, passos, mãos, respiração, pele.

6. Cavalheiros gostam e precisam de entrega. Mas não gostam de damas que despencam em seus braços, como se não sustentassem sozinhas o peso do próprio corpo. Ninguém gosta de uma dama que precisa ser arrastada. A dança fica estranha, pesada, trabalhosa para o cavalheiro.

7. Uma dança fluida é aquela em que os dois parecem voar e ainda assim sustentar o peso dos próprios corpos. Entrega, proteção e autonomia na medida certa. Condução firme e segura é imprescindível.

8. Damas gostam de respeito na dança. Dança é dança. Flerte, chamego, cantada, tudo isso é válido e tem lugar: fora do salão. Mãos nos lugares certos. Regra importante.

9. Aceitar a condução não é sinônimo de submissão. Pelo contrário, é ter escuta afinada, escuta de seu corpo e do corpo do outro. Liberdade de ler o outro, brincar de saber ler nas entrelinhas do compasso e obedecer, se divertindo.

10. Não adivinhar o passo é uma regra importante. Há milhares de combinações de passos. A dama deve se preparar para ser surpreendida. Não há combinação previsível. Se houvesse, a dança perderia a graça. E ela seria a primeira a bocejar no salão.

11. Acabada a primeira música, o cavalheiro deve conduzir a dama novamente pela mão, até onde a convidou para dançar. Ou, caso tenha gostado muito da dança, continuar dançando.”

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Salsa é tempero

8, junho, 2010

Olá Pessoal

A salsa, que também está presente no consurso, é um gênero de dança muito vibrante e envolvente. Não por acaso seu nome refere-se a tempero. Vários filmes foram feitos utilizando-a como temática. Segue vídeo com uma compilação de alguns deles:

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Corpo de Jurados

5, junho, 2010

Olá pessoal,

Já está defino o corpo de jurado para este ano:

ALEXANDRE MELO

Professor de Danças de Salão desde 1990, sua formação acadêmica é em Educação Física pela UFSC em 1988 e, atualmente, cursa Pós Graduação em Ciências Políticas e Gestão pela UNIVALI.
No período entre 2000 e 2006, como Presidente, esteve a frente da ACADS – Associação Catarinense de Dança de Salão, sendo um dos idealizadores e criadores do Baila Floripa – Mostra de Dança de Salão de Florianópolis. Sua carreira em Danças de Salão iniciou-se com o Professor Silvio Luna em 1989. Pode-se destacar alguns dos profissionais com os quais teve a oportunidade de fazer cursos em Danças de Salão: Jomar Mesquita, Carlinhos de Jesus, Jimmy de Oliveira, Luiz Vasquez, Alex da Silva, Jaime Arôxa, Flávio Miguel, Osvaldo Zotto, Coppes, Raviere e Geraldine, Rodrigo Delano entre muitos outros profissionais de grande importância no cenário da dança de salão nacional e internacional, que contribuíram para a sua formação. Eventos de Danças de Salão, em que participou como cursista: Encontro Internacional de Dança de Salão no Rio de Janeiro, em 1995 ; Salsa Congress em Los Angeles – nos EUA, em 2002; Curso de Salsa no Centro Cultural Comunitário Cidade de Havana em Cuba, em 2001 ; II e IV World Tango Festival em Buenos Aires, em 2003 e 2005, respectivamente; I, II, e III Congresso Nacional de Salsa em São Paulo, em 2001, 2002, e 2003 respectivamente; II e III Congresso Mundial de Salsa em São Paulo em 2005 e 2006; II Mostra de Dança de Salão do Rio de Janeiro em 2003. E, como palestrante, participou do I Fórum Nacional de Dança de Salão em Nova Iguaçú no Estado do Rio de Janeiro, em 2004 e, também, do I Fórum de Dança de Salão do Rio de Janeiro, em 2006 e eventos de dança em 2007.

JOÃO CARLOS RAMOS

João Carlos ingressou aos 19 anos no Grupo Coringa, da coreógrafa Graciela Figueroa, e , em 1985, fundou a Cia Aérea de Dança. Com atuação no Brasil, Europa e Estados Unidos, diversificou seu trabalho e realizou coreografias para teatro e musicais como Fica Comigo Esta noite, ARN, da Intrépida Trupe, e Brasil Brasileiro, de Claudio Segovia – apresentado em Paris, Lyon, Barcelona, Londres e Emirados Árabes.

Coreografou shows e videoclipes de Jorge Ben Jor, Lulu Santos, Zeca Pagodinho e Paulo Moura. No setor de eventos corporativos elaborou desde coreografias para mostrar os benefícios de uma poltrona da 1ª classe da Lufhthansa até a simulação de um resgate da equipe de socorro da AMIL. Entre os trabalhos no exterior destacam-se Gira, no Carreau du Temple, em Paris, Ano Brasil\França 2005, Samba-Dança Gafieira e coisa e tal… no palco do Haus der Kulturen der Welt, em Berlim, no Festival In-Transit (2004), Mistura e Manda no festival Printemps des Comédiens (2003), em Montpellier, e no Summer Dance Festival (2001), na Lincoln Center Square, em Nova York. Atualmente, é diretor artístico do Sampa-Dança – Encontro Internacional de Dança de Salão e da Cia Aérea de Dança.

Na década de 90, João Carlos Ramos desenvolveu uma linguagem denominada “Samba-dança” – fonte de diversas montagens coreográficas da Cia Aérea de Dança e base para criação de um sistema próprio de ensino do samba.

RICARDO GARCIA

Professor, dançarino, coreógrafo e produtor, com 14 anos de experiência, 10 dos quais dedicados à salsa e ritmos do Caribe.

É co-fundador, diretor, coreógrafo e dançarino da Conexión Caribe Companhia de Dança, a primeira especializada em Salsa no Brasil.

Diretor e organizador do Congresso Mundial De Salsa Do Brasil, maior evento de salsa da América do Sul;

Organizador Nacional e juiz credenciado do Brasil Salsa Open, etapa nacional do principal campeonato mundial de salsa;

Diretor e colunista do portal www.salsa.com.br – o principal portal de salsa e ritmos do caribe, em língua portuguesa.

Professor do curso de Pós Graduação em Danças de Salão: Teoria e Movimento da Dança, com ênfase em Danças de Salão – Faculdade Metropolitana de Curitiba.
Profissional desde 1995, estudou com os maiores nomes, do Brasil e do exterior, além da salsa, sua especialidade, danças caribenhas, danças de salão, danças populares brasileiras, danças folclóricas e danças afro-caribenhas, entre outras.

Professor de Salsa e Ritmos Latinos em várias academias e casas noturnas de São Paulo, tem ministrado cursos e aulas por todo o país, além de apresentações nos mais importantes eventos de dança.

Trabalhou como dançarino e coreógrafo das principais bandas de Salsa do Brasil, além de aulas e shows em vários estados brasileiros e participações em programas de Televisão.

Dançarino oficial da turnê brasileira da banda cubana “Juan Formell & Los Van Van”, em 2006.

Sócio da Clave Produções Artísticas – Produtora especializada em dança e música.


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A História do Forró

3, junho, 2010

Olá pessoal,

Este ano um dos primeiros gêneros a serem dançados será o “Forró“, no dia 21/07/2010. Segue um artigo sobre sua história, disponível originalmente aqui, sobre esta dança.

Existem duas versões sobre a origem da palavra forró. A primeira delas, talvez a mais fantasiosa, atribui o nome à deturpação da expressão for all, que significa em inglês “para todos”, e era como se denominavam os bailes populares promovidos para os operários que construíam a estrada de ferro da “Great Western”, empresa inglesa que explorava o transporte ferroviário nos Estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba.

Mas, a grande maioria dos historiadores admite que a palavra forró seja uma derivação de forrobodó, que significa divertimento pagodeiro ou baile popular, sem formas e etiquetas definidas, que também ficou conhecido como arrasta-pé, bate-chinela ou fobó, festas em que pontificavam os ritmos mais populares da música nordestina (baião, coco, quadrilha, xaxado, xote), sempre animado pela “pé-de-bode”, a popular sanfona de oito baixos.

Foi o sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga do Nascimento (1912-1989), quem primeiro colocou o nome forró em uma música ao gravar o “Forró de Mané Vito”, em 1949. Gonzaga gravou outros forrós no mesmo estilo, como “Derramaro o Gai” e “Forró do Quelemente” e consagrou-se no gênero como parceiro de Zé Dantas, José Marcolino, Nelson Valença, Luiz Ramalho e João Silva.

Outro pioneiro na divulgação do forró no sul do país foi o paraibano Jackson do Pandeiro (José Gomes Filho – 1919-1982), com a gravação “Forró em Limoeiro”, em 1953. Jackson gravou outros clássicos do gênero: “Sebastiana”, “A Mulher do Aníbal”, “Um a Um”, “Na Base da Chinela”, chegando a ser chamado o rei do ritmo. Também o sanfoneiro pernambucano José Domingos de Morais, o Dominguinhos, e o compositor maranhense João do Vale contribuíram para a valorização do ritmo, principalmente depois da migração de grandes camadas da população nordestina para a região sul e sudeste do País.

Hoje em dia, duas cidades do Nordeste disputam, com muito entusiasmo e vibração, o título de Capitais do Forró: Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba.

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O Sensual Tango

1, junho, 2010

Olá pessoal,

Este ano, como nos outros, uma modalidade presente no concurso é o Tango, que é uma dança sensual e de grande complexidade. Segue vídeo relativo a esta modalidade.

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